02 de Fevereiro de 2010 - 18:06:43

Projeto do CFA é de Ricardo Badaró e busca integrar socialização e recursos naturais



A Ponte Preta teve o reforço de um pontepretano de peso para a elaboração do projeto arquitetônico do Centro de Formação de Atletas (CFA): o renomado arquiteto Ricardo Badaró, que entre outros feitos é um dos idealizadores do Terminal Multimodal Ramos de Azevedo (a nova Rodoviária de Campinas), é o responsável pelo conceito do novo centro.  “Como arquiteto e, principalmente como pontepretano, não poderia ter ficado mais feliz com o convite”, diz Badaró.


Segundo ele, o conceito desenvolvido por seu escritório, Badaró & Ferreira Arquitetura, priorizou um estilo moderno e despojado, ao mesmo tempo em que procurou integrar e respeitar os recursos naturais por um lado e, de outro, promover a socialização e o respeito ao desenvolvimento dos jovens atletas.


 “A idéia é criar todas as condições técnicas e de saúde para o desenvolvimento do jovem atleta, mas não só isso: também nos preocupamos com o desenvolvimento social e humano do jovem que procura a Ponte. A concepção da arquitetura procura contemplar o desenvolvimento psico-social dos garotos”, diz Badaró.


Ele dá um exemplo de como isso é feito citando os futuros alojamentos da base no CFA. “As moradias são divididas em blocos por faixa etária e os quartos são de bom tamanho com belas varandas. Quatro meninos dentro de um quarto precisam de espaço”, diz. Cada setor tem o próprio banheiro coletivo e, no pavimento térreo, a divisão por faixa etária desaparece em um ambiente social que integra todos os que freqüentarão o CFA.


“É um espaço integrado, que concentra toda parte de desenvolvimento social, com sala de jogos, sala de estudos, restaurante que abre para uma ampla varanda, cuja vista é uma bela  piscina com solário. E essa piscina pode ser tanto apreciada como vista , como é também recreativa e pode ser utilizada para ensinar um jovem a nadar, já que muitos meninos vem de situações sociais onde nunca sequer puderam aprender. Trabalhamos a arquitetura de modo que toda vivência pudesse ser contemplada”, explica.


O sócio de Badaró, Caio Ferreira, que o projeto buscou também não onerar a natureza e trabalhar com funcionalidade. “O projeto propõe grande respeito ao meio-ambiente. Haverá, por exemplo, estações de tratamento de esgoto, que poderá ser reaproveitado para irrigação. Aliás, a drenagem dos campos também atua neste sentido: a água drenada, seja de chuva ou poços artesianos, é armazenada e retorna para a irrigação”, diz.


Sobre o visual dos prédios, Badaró complementa: “É uma arquitetura limpa, despojada, estilo clean, com edifícios baixos e modernos, de raiz brasileira. Buscamos por uma arquitetura contemporânea, onde a organização funcional define posição e relação entre os edifícios. E na qual o investimento não é ostensivo e cada tostão se converte em uma melhor condição para a formação do atleta.”
 



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» Fonte: Assessoria de Imprensa

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